Após impeachment de Witzel, Cláudio Castro deve trocar até sete nomes do secretariado do governo

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1 de maio de 2021
Escrito por: Redação

Poucas horas depois da cassação de Wilson Witzel pelo Tribunal Especial Misto (TEM), aliados do governador Cláudio Castro faziam as contas sobre o número de cadeiras do secretariado que devem ser remanejadas. A expectativa é de que até sete pastas ganhem novos titulares. A interlocutores, Castro afirmou que pretende “colocar a sua digital” no Executivo. Algumas saídas são consideradas certas, como a de André Lazaroni, que deixará a Secretaria Estadual de Governo, e de Guilherme Mercês, que dificilmente se manterá na Fazenda. José Luís Zamith também deve deixar a Secretaria de Planejamento e a pasta da Saúde deve ser ocupada por uma indicação do PP.

Indicado pelo agora desafeto de Castro, o presidente da Assembleia Legislativa (Alerj), André Ceciliano, Lazaroni deve dar lugar a um nome de confiança do governador. Além disso, Lazaroni é ex-deputado estadual e se coloca como candidato à Alerj no ano que vem. A sua manutenção gera desagrado de parlamentares que já reclamaram de “competição por visibilidade”.

Mercês também é visto como “carta fora do baralho”. Avaliado por Castro como um bom técnico, ele entrou no governo durante a gestão de Witzel. Sua indicação teria partido do então secretário de Desenvolvimento Econômico — e pivô da crise com a Alerj — Lucas Tristão. Retirá-lo do Palácio Guanabara teria o simbolismo de uma “nova era”. Também secretário durante o mandato de Witzel, José Luís Zamith deixará a Secretaria de Planejamento.

Para o lugar do secretário de Saúde, Carlos Alberto Chaves, um nome do PP deve ser escolhido, dizem fontes do Palácio Guanabara. O partido, representado pelo senador Ciro Nogueira (PP-PI), é um dos que mantém melhor relacionamento com o governador — que, aliás, conta com o apoio da legenda nas eleições do ano que vem. A pasta da Saúde, em meio à pandemia da Covid-19, selaria essa dobradinha. O deputado federal Dr Luizinho (PP) já foi cotado para a secretaria em outras oportunidades, é um dos parlamentares da bancada federal mais próximos de Castro, e esteve presente inclusive na inauguração do Hospital Modular de Nova Iguaçu, mês passado.

Além disso, Castro não esconde o desconforto com Chaves. No último mês, os dois divergiam publicamente sobre a criação de um comitê cientifico, para o qual médicos que defendem medicações sem eficácia contra o coronavírus foram nomeados.

Na distribuição estratégica de cargos a legendas que devem estar juntas no ano que vem, a Secretaria de Educação ficará com o PL, garantem pessoas próximas ao governador. Os diálogos de Castro com o deputado federal pelo Rio, Altineu Côrtes, indicam a saída do secretário Comte Bittencourt da pasta.

Fonte: Extra / Foto Reprodução