Existem inúmeras doenças nos animais de estimação que podem ser causadas pelos vermes, pois eles podem se alojar nos intestinos, fígado, rim e até mesmo no coração dos pets, além de que nem os seres humanos escapam dessa. Por isso é fundamental que o dono administre vermífugos em seu melhor amigo com a frequência necessária, não só para a proteção do bichinho, mas para toda a família que convive com ele.

Há infinitos tipos de vermes que podem se alojar nos cachorrinhos e nas pessoas, como é o caso do Ancylostoma, causador da zoonose conhecida popularmente por bicho geográfico que provoca muita coceira e irritações severas sobre a pele das pessoas. No bichinho ele causa perda de peso, diarreia intensa, crescimento lento e fragilidade em seu sistema imunológico, causando o risco de adquirir outra doença. Outro verme muito comum nos cachorrinhos é o Dipylidium sp., que se hospeda nos cães através das pulgas. É possível que notar que o pet está doente quando seu dono observar seu cãozinho esfregando o bumbum no chão ou na parede. Isso ocorre porque a fêmea desse parasita coloca seus ovos perto do ânus do pet, o que causa muita coceira e desconforto a ele.

Estes vermes da vida real podem sugar sangue, alimentar-se do que foi ingerido pelo pet ou simplesmente causar prurido e desconforto anal. Lembrando sempre que a atenção para o problema deve ser redobrada no caso de filhotes e pets debilitados.

Para evitar que esses seres tão queridos adoeçam, é preciso cuidar da limpeza do ambiente que eles convivem e manter os vermífugos em dia. Um filhotinho, por exemplo, pode ser vermifugado pela primeira vez com apenas 21 dias de vida, pela segunda depois de 36 dias e a terceira e última com 57 dias. As mamães prenhas também devem tomar um vermífugo apropriado para elas nesse período. Dependendo do tipo de vida de cada animal e da quantidade de pets que vivem juntos com ele, o médico veterinário responsável pode orientar a frequência de uma nova vermifugação, que varia entre três a seis meses.

A forma de contaminação pode ocorrer tanto por via oral quanto pelo contato direto da pele com ovos e larvas que são depositados pelas fezes e deixadas no meio ambiente.

Depende do risco de exposição do animal. Isto é, animais que têm mais contato com outros cachorros e frequentam locais de muito movimento de cães adquirem maior chance de se contaminar do que os pets que só vivem dentro de casa e não saem para a rua (como é o caso de gatinhos que vivem em apartamentos e outros locais telhados).

A boa notícia é que existe uma variedade de remédios que combate de forma bastante eficaz estes vermes. Mas é sempre bom lembrar,  nunca de medicamentos aos pets sem orientação do médico veterinário.

Do mais, com carinho, amor e cuidado, a saúde do bichinho estará garantida.

 

 

 

 

 

Colunista: Josy Alves (jornalista)
Fonte: petlove / melhoresamigos
Foto: Reprodução Internet