A segunda etapa da campanha contra a febre aftosa, que desta vez imuniza apenas os bovinos com até 24 meses de idade, teve inicio nesta terça-feira (05/11), no distrito de Santa Maria.

Para quem possui até 70 cabeças, a Secretaria Municipal de Agricultura doa as doses e os vacinadores, com a previsão de imunizar cerca de 10 mil animais nas sete Áreas de Desenvolvimento Regional (ADRs) do município. No caso dos grandes e médios criadores, o Núcleo de Defesa Agropecuária do estado acompanha a vacinação.

— Mesmo em tempos de dificuldade financeira, o prefeito Rafael Diniz sempre reitera o seu compromisso com o pequeno produtor rural, que acorda cedo, dorme tarde e trabalha de domingo a domingo para ajudar no desenvolvimento de Campos. Estamos com equipes atuando ao mesmo tempo em todo o município. E para quem quiser vacinar os animais também contra a raiva e a manqueira, temos as doses para aplicar — esclarece o secretário Robson Vieira.

A mobilização, que vai até o final do mês, é de caráter obrigatório em todo o país. Na primeira etapa, em maio, quando foi vacinado todo o rebanho, foram mais de 19 mil cabeças imunizadas entre os pequenos criadores de Campos. “Eu não deixo de vacinar. E com essa ajuda da Prefeitura, fica ainda melhor”, diz Geranilton Galaxe, de 65 anos, da localidade de Garrafão, em Santa Maria. Ele vacinou 40 bezerros.

O distrito tem a maior bacia leiteira do município, que possui 270 mil cabeças, entre gado de leite e de corte, cerca de 10% do plantel do estado, de pouco mais de 2,5 milhões de animais, incluindo bovinos e bubalinos (búfalos). O chefe do Núcleo de Defesa Agropecuária do estado em Campos, Cláudio Vilela, destacou a importância de manter o rebanho fluminense vacinado.

— Com o gado imunizado, todos têm acesso à Guia de Trânsito Animal (GTA) para circular legalmente com o gado. O documento pode ser requerido 15 dias após vacinar o animal — orienta Vilela. Há 22 anos, o estado do Rio de Janeiro não registra casos de febre aftosa em seu território. Os dois últimos foram em 1997, sendo um em Itaperuna, no Noroeste Fluminense, e em Magé, na Baixada Fluminense.

Fonte e Foto: Supcom PMCG