Segundo tenista que mais vezes (quatro) derrotou o Rei do Saibro em seu piso preferido, Dominic Thiem chegou, aos 25 anos e com todos os méritos, à segunda final de Grand Slam na carreira. Neste domingo, fez o que pôde e lutou até o fim por cada ponto. No entanto, o número 4 do mundo caiu de pé diante de um impecável espanhol Rafael Nadal, que, aos 33 anos, segue em invicto em 12 decisões em Roland Garros. O triunfo da vez foi por 6/3, 5/7, 6/1 e 6/1, em 3h01m de jogo. Foi sua 93ª vitória em 95 jogos em Paris.

– Thiem é uma grande pessoa, um dos maiores exemplos que temos no circuito, um grande trabalhador, grande inspiração. Sei que é difícil perder em final, mas você merece. Se eu tivesse que perder alguma final aqui, que fosse para você. Há alguns meses, não sabia se estaria novamente aqui. Ter esse troféu é incrível – elogiou Nadal, número 2 do mundo, que, agora, tem 118 triunfos em 120 jogos de melhor de cinco sets no saibro.

Segundo tenista que mais vezes (quatro) derrotou o Rei do Saibro em seu piso preferido, Dominic Thiem chegou, aos 25 anos e com todos os méritos, à segunda final de Grand Slam na carreira. Neste domingo, fez o que pôde e lutou até o fim por cada ponto. No entanto, o número 4 do mundo caiu de pé diante de um impecável espanhol Rafael Nadal, que, aos 33 anos, segue em invicto em 12 decisões em Roland Garros. O triunfo da vez foi por 6/3, 5/7, 6/1 e 6/1, em 3h01m de jogo. Foi sua 93ª vitória em 95 jogos em Paris.

– Thiem é uma grande pessoa, um dos maiores exemplos que temos no circuito, um grande trabalhador, grande inspiração. Sei que é difícil perder em final, mas você merece. Se eu tivesse que perder alguma final aqui, que fosse para você. Há alguns meses, não sabia se estaria novamente aqui. Ter esse troféu é incrível – elogiou Nadal, número 2 do mundo, que, agora, tem 118 triunfos em 120 jogos de melhor de cinco sets no saibro.

O novo feito torna o tenista nascido em Palma de Mallorca o primeiro a vencer 12 vezes o mesmo Grand Slam, superando a lendária anfitriã Margaret Court, que conquistou o Aberto da Austrália em 11 ocasiões: de 1960 a 66, 69, 70, 71 e 73. Já o Rei do Saibro triunfou em Paris em 2005, 2006, 2007, 2008, 2010, 2011, 2012, 2013, 2014, 2017 e 2018. Nas oitavas de final de 2009, sofreu a primeira derrota, para o sueco Robin Soderling. Há quatro anos, caiu diante do sérvio Novak Djokovic, nas quartas. No ano seguinte com uma lesão no punho, perdeu por W.O. para o compatriota Marcel Granollers, na terceira rodada. Djokovic, aliás, com sete triunfos, é quem mais vezes superou Nadal até hoje no saibro.

Por falar em recorde, Nadal chega ao 18º Grand Slam e está a dois do suíço Roger Federer, o maior vencedor deste nível de torneio em toda a história (e superado pelo espanhol na semifinal, na sexta-feira). Desde janeiro de 2004, quando Federer venceu na Austrália pela segunda vez e o Touro Miúra não tinha Slams, que a distância entre ambos não era tão curta.

Eliminado pelo valente Thiem na semifinal, que foi encerrada no sábado, devido à chuva na véspera, Djokovic está em terceiro nesta lista, com 15 conquistas.

A PARTIDA

Desde o início, os dois finalistas apresentaram um nível altíssimo, com cada tentando acelerar e dominar os pontos antes do rival. No quinto game, com um winner (ponto vencedor) de direita, Thiem aproveitou o primeiro break da partida.

O espanhol, no entanto, tratou de dar o troco em seguida, quando o oponente sacou em 3/2. Com o saque na mão e empate no set, o vice-líder do ranking precisou de mais de 8 minutos para, após salvar um break com um ótimo primeiro saque, confirmar. Na sequência, Nadal voltou a se impor no serviço de Thiem para, no nono game, fechar a primeira parcial.

A segunda parcial foi bem mais equilibrada, com ambos os finalistas confirmando sem maiores problemas seus saques. E o maior mérito de Thiem foi não ter baixado a intensidade dos golpes e ter reduzido o número de erros. Foi assim que aproveitou o primeiro break de toda a parcial para fechar em 7/5, após 46 minutos.

Uma das virtudes do Rei do Saibro é de nunca baixar a guarda. Mesmo após a derrota no set anterior, ele começou o terceiro com uma quebra. Com apenas nove minutos de parcial e outra quebra no terceiro game, o multicampeão abriu 3/0. Thiem saiu do zero quando sacou em 0/4, mas, dois games depois, cedeu nova quebra e perdeu outro set, que durou apenas 24 minutos.

Valente e habilidoso, o austríaco iniciou a quarta parcial com um break, que o adversário tratou de salvar com um winner. Provavelmente, o maior pecado de Thiem foi ter desperdiçado as poucas chances que teve no jogo. No game seguinte Nadal voltou a se impor no serviço do oponente.

O multicampeão precisou jogar demais para salvar outros dois breaks no terceiro e abrir 3/0. Aguerrido, o vice-campeão, mesmo sacando em 0/40 e 0/3, salvou nada menos que três breaks, mostrando, mais uma vez, que lutaria até o fim. Dois games depois, contudo, com um erro não-forçado, Thiem cedeu nova quebra. Na sequência, o Rei do Saibro sacou para aumentar ainda mais a coleção de proezas em Roland Garros. O ponto final foi uma devolução para fora do bravo Thiem.

Confira as outras decisões de Nadal em Roland Garros:

2005: com Mariano Puerta (ARG) , 6-7 (6), 6-3, 6-1, 7-5

2006: com Roger Federer (SUI), 1-6, 6-1, 6-4, 7-6 (4)

2007: com Roger Federer (SUI), 6-3, 4-6, 6-3, 6-4

2008: com Roger Federer (SUI), 6-1, 6-3, 6-0

2010: com Robin Soderling (SUE), 6-4, 6-2, 6-4

2011: com Roger Federer (SUI), 7-5, 7-6 (3), 5-7, 6-1

2012: com Novak Djokovic (SER) , 6-4, 6-3, 2-6, 7-5

2013: com David Ferrer (ESP) , 6-3, 6-2, 6-3

2014: com Novak Djokovic (SER), 3-6, 7-5, 6-2, 6-4

2017: com Stan Wawrinka (SUI), 6-1, 6-4, 6-1

2018: com Dominic Thiem (AUT) 6-4, 6-3, 6-2

 

 

 

 

Fonte: Extra
Foto: VINCENT KESSLER / REUTERS