Um grupo de pesquisadores da Universidade Estadual da Flórida descobriu que a companhia de um animal de estimação após a perda de um companheiro pode ajudar a reduzir os sentimentos de depressão e solidão em adultos mais velhos. No estudo, foram examinados sintomas depressivos e solidão em pessoas com 50 anos ou mais que sofreram a perda de um cônjuge.

Os cientistas compararam indivíduos que sofreram a perda do companheiro com aqueles que permaneceram casados continuamente. Depois, eles exploraram se os efeitos da perda conjugal diferiam entre os que tinham um animal de estimação no momento da morte.

Os pesquisadores descobriram que todas as pessoas que perderam o cônjuge experimentaram níveis mais altos de depressão. No entanto, as pessoas sem um animal de estimação experimentaram aumentos mais significativos nos sintomas depressivos e maior solidão do que aqueles que tinham um pet.

— Essa é uma descoberta importante. Experimentar alguma depressão após uma perda é normal, mas geralmente podemos nos ajustar ao longo do tempo a essas perdas. A solidão persistente, por outro lado, está associada a maiores incidentes de mortalidade e início mais rápido da incapacidade, o que significa que é especialmente ruim para saúde — afirma Dawn Carr, principal autor do estudo e professor associado de sociologia da Universidade Estadual da Flórida.

Para os pesquisadores, essas descobertas sugerem que animais de estimação podem ajudar as pessoas a evitar as consequências negativas da solidão após uma perda.

— Na vida cotidiana, ter um gato ou um cachorro pode não torná-lo mais saudável. Mas, quando enfrentamos um evento estressante, podemos nos apoiar em um animal de estimação. Você pode conversar com seu cachorro. Ele não vai dizer que você é uma pessoa má, apenas vai amar você. Ou pode acariciar seu gato. É calmante — indica Carr.

Para a psicóloga Lívia Marques, antes de adotar um bichinho de estimação, é preciso fazer uma autoanálise:

— A pessoa precisa saber se vai ter tempo para cuidar do animal de estimação. Ter um pet demanda responsabilidade. Eles não são objetos, são seres vivos — alerta.

 

 

 

 

Fonte: Extra
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