Olá mamães! Tudo Bem? E aí na casa de vocês, como tem sido esse período de quarentena? Para algumas mamães, está saindo de letra, mas para outras, a rotina mudou muito. Aqui em casa, eu já tinha o hábito de fazer atividades escolares com a Larah, fora das tarefas de casa mesmo e sempre crio jogos educativos manuais, brincamos de coisas variadas, a diferença agora, é que tudo precisa ser um pouco mais, para ocupar o tempo, que parece que ficou maior.

Para a psicóloga Ruth de Souza Braga Dias, de 34 anos, que é mãe da Maria Luiza de dois anos, estamos vivendo em um momento de insegurança, medo e pavor e o tempo inteiro, estamos lidando com a vida e morte.

“Escolha um momento para assistir os jornais, observe e extraia boas notícias em meio à pandemia. Não exija controle de tudo! E quando a dor e angústia vierem, reflita! Escute música, leia e chore se desejar e aproveite para estreitar os laços familiares”, orienta a psicóloga e diz que seguir uma rotina, faz bem para saúde física e mental. Lembrando que tudo vai passar.

No lado mãe, ela diz que no início foi difícil, pois tinha uma rotina de brincar no playground do condomínio onde mora, contato com crianças, vizinhos e família.

“Então diante da pandemia comecei explicar minha filha, que não poderíamos descer, pois as pessoas estavam ficando gripadas através do bichinho que esta no ar. Desenhei o bichinho para ela e hoje fala para todos, que tem um bichinho no ar”, explica. Segundo ela, a filha associou dizendo que a mãe e o pai não estão gripados e quando o pai chega do embarque ela olha e fala: “papai chegou, obrigada papai do céu, papai não está gripado”. 

A missão em casa está em entreter a pequena Maria Luiza, já que ela não está na creche e o marido trabalha embarcado, mas ajuda quando vem pra casa. Segundo Ruth, ela chegou a visitar algumas escolas, mas devido à pandemia, não foi possível matricular a filha.

“Aqui em casa, é sofrimento duplo com o isolamento e distanciamento, com o marido ficando longe”.

Felizmente, na família de Ruth ninguém contraiu o Covid-19 e depois que tudo isso passar, ela só quer agradecer. “Quero agradecer a Deus pela vida, abraçar minha família (mãe, pai e irmã) e todos iremos fazer um almoço de comunhão”, ressalta.

Já na casa da técnica em edificações, Clícia Pinto das Dores Barcelos, de 41 anos, a rotina não mudou muito. “De modo geral, a adaptação está sendo tranquila e não gerou mudanças bruscas na rotina, já que meu esposo não teve quarentena no trabalho”. Aproveitando que as férias caíram na quarentena, ela aproveitou para fazer o que já estava programado há meses. “Tenho prosseguido com algumas atividades online, como aulas de inglês, terapia, entre outras atividades”, destacou.

Mas a dor de cabeça para ela está sendo na dificuldade em lidar com as atividades escolares do filho. E nem sempre todas as mães vão conseguir lidar com isso. Às vezes, trocar uma ideia com a direção da escola e com a professora pedindo dicas de como ensinar as tarefas em casa, pode ajudar. Mas a ajuda do marido em casa é imprescindível. “Meu marido sempre colaborou, pois trabalha por escala e geralmente meu filho já ficava mais com ele do que comigo. Então nesse período não está sendo diferente. A gente se reveza nas atividades escolares, e também nas demais tarefas como brincar com ele, dar banho, comida, etc”, ressalta.

Na família de Clícia, também ninguém contraiu o vírus da Covid-19, mas fica o alerta de cuidados, já que existem pessoas de grupos de riscos. E quando essa quarentena acabar, a técnica em edificações diz que uma boa ideia, “é sair pela cidade curtindo alguns espaços que estamos privados de curtir nesse período, além de marcar encontros com familiares e amigos para bater muito papo e trocar abraços”, declara esperançosa aos risos.

É isso aí mamães! Esperança de dias melhores para todas nós!

Colunista:  Vanessa Nascimento (Jornalista)
Fotos: Arquivo Pessoal